<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458</id><updated>2011-04-21T16:50:56.451-07:00</updated><title type='text'>O Falastrão</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-2274482843709445887</id><published>2007-10-04T05:26:00.000-07:00</published><updated>2007-10-04T07:00:21.184-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RwTcj4B9ySI/AAAAAAAAAA8/ByfkFlP6ml8/s1600-h/O-Jornalista-Brasileiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RwTcj4B9ySI/AAAAAAAAAA8/ByfkFlP6ml8/s400/O-Jornalista-Brasileiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117457585493887266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:georgia;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Tipos de Jornalistas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; font-weight: bold; font-style: italic;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim como há jornais grandes e pequenos, veículos que sensacionalizam em demasia a notícia e outros que preferem publicá-la com fidelidade ao fato, da mesma forma que jornais diferentes pagam preços díspares pelo trabalho de profissionais que ocupam funções semelhantes, há também diversos tipos de jornalistas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os estereótipos que podemos elencar são inúmeros, mas para ser breve tentarei traçar aqui peculiaridades de três identidades que afloram diante do relacionamento com fontes políticas e matérias recomendadas pela empresa. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Estereótipo 1.&lt;/span&gt; Começarei pelo tipo que ainda não é maioria, mas está em ascensão dentro das redações: o bajulador. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Esse profissional adora quando é convocado a fazer uma matéria recomendada pela empresa, sobretudo se envolver – como sempre ocorre – fontes da política. Exemplos dessas coberturas são inaugurações, visitas, assinaturas de acordos, coletivas... realizadas por prefeitos, governadores, secretários, etc. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Assim que fica sabendo do evento e mesmo sabendo da intenção da empresa em cobri-lo, faz perguntas óbvias como: “É pra pegar fala com o...?” No evento, faz questão de permanecer o tempo inteiro ao lado do entrevistado e jamais se atreve a fazer uma pergunta que o deixe constrangido ou que remeta a um caso que lhe desagrade. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na hora de escrever o texto, o lead sempre começa pelo ‘quem’ e em grande parte dos casos o texto é permeado de adjetivações e figuras de linguagem. “O governador assinou ontem o protocolo que salvará milhões de pobres da periferia...”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Resultado: Esses profissionais podem até conquistar espaço dentro das empresas em que trabalham, mas dificilmente recebem a admiração popular, e muito menos das fontes políticas, que os enxergam como meros puxa-sacos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Estereótipo 2.&lt;/span&gt; É maioria dentro das redações: o simples executor de notícias. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Esse tipo permanece constantemente revoltado durante o trabalho e também fora dele. Geralmente tem um senso crítico aguçado e compreende seu papel dentro da sociedade. Assim sendo, percebe que as fontes políticas recomendadas são os principais responsáveis pelo perecimento da cidade, estado ou país. No entanto debelam suas crises de rebeldia e em nome das circunstâncias financeiras &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(NÃO QUEREM PERDER O EMPREGO) &lt;/span&gt;executam as pautas que lhe foram propostas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ele detesta coberturas oficiais, mas jamais rejeita ou deixa transparecer para os demais companheiros.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Detalhe: Grande parte deles não consegue subir de cargo dentro das redações, mas nunca renega o que pensam a respeito da política e da subserviência do veículo em que trabalha para com os atores políticos. Vez ou outra consegue ludibriar a editoria e fazer boas matérias, que pelo menos trazem nas entrelinhas informações que denunciam o que realmente deve ser pautado.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estereótipo 3.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; São raros, até porque não se mantêm por muito tempo ocupando o espaço das redações e são demitidos: os radicais. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Como disse, constroem pequenas passagens pelas empresas de comunicação. Na primeira cobertura em que ousam iniciar o parágrafo de um modo pouco usual ou se atrevem a fazer uma pergunta embaraçosa à fonte política, recebem duros castigos da editoria. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na segunda ocasião, estão definitivamente dispensados da empresa.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Nunca abandonam sua formação ideológica, não são afeitos às falsidades e ao luxo do dinheiro adquirido com facilidade. Na grande maioria das vezes encontram emprego noutros órgãos de informação, mas acabam mudando de profissão.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conclusão:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Infelizmente, diante das estreitas relações cultivadas entre os jornais e o jogo político atual, é necessário cada vez mais ter discernimento sobre o verdadeiro papel do jornalista na construção da notícia. Não se pode jamais ter o comportamento de um bajulador, assim como não se deve somente executar a produção noticiosa, ou menos ainda entregar-se à desilusão frente aos obstáculos da profissão.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É preciso, antes de tudo, ter discernimento para compreender o real sentido do ‘ser’ jornalista e abstrair uma pequena faceta de cada tipo profissional, dependendo da situação. É certo que em muitos casos a "ética da barriga" tenderá a impor barreiras à Ética jornalística, mas é dessa luta que o grande profissional se destaca. Para continuar construindo com dignidade notícias que mudem, aos poucos, a vida das pessoas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-2274482843709445887?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/2274482843709445887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=2274482843709445887' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/2274482843709445887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/2274482843709445887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/10/tipos-de-jornalistas-joo-paulo-medeiros.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RwTcj4B9ySI/AAAAAAAAAA8/ByfkFlP6ml8/s72-c/O-Jornalista-Brasileiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-8626113127335817571</id><published>2007-10-03T07:14:00.000-07:00</published><updated>2007-10-03T18:00:21.003-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RwOlMoB9yRI/AAAAAAAAAA0/HJ8niJx911A/s1600-h/foto+do+viaduto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117115237945690386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RwOlMoB9yRI/AAAAAAAAAA0/HJ8niJx911A/s400/foto+do+viaduto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(153,0,0); TEXT-ALIGN: centerfont-family:georgia;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Para além de um Viaduto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A Banca de Jornalistas, boletim diário produzido pela assessoria de imprensa do Governo do Estado, trouxe hoje com euforia o anúncio da inauguração da mais esperada obra do Governador Cássio em seus quase seis anos de mandato: o viaduto de Campina Grande.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;“Chegou o dia para encher de orgulho o campinense”, evoca o título maior da publicação, fazendo referência à cerimônia de logo mais à noite. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mais abaixo, no ‘corpo’ da Banca, prossegue o texto: “Considerada uma ‘belíssima peça de arquitetura’, a obra valoriza a área conhecida como ‘giradouro do cepuc’, interliga as avenidas Manoel Tavares, Jiló Guedes e Floriano Peixoto e corresponde a um investimento de mais de R$ 28,5 milhões na execução dos projetos de construção e de iluminação da área.”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Obviamente que não há a intenção aqui de avaliar a competência ou a viabilidade do material jornalístico veiculado pela assessoria, até porque se deve considerar que o trabalho feito está dentro das atribuições a que se pretende uma assessoria. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Porém, o fato inauguratório e a realidade campinense carecem de algumas observações, que vão de encontro com a estupefação veiculada pelo Governo em torno da obra. A primeira delas é a de que para uma cidade onde a maioria da população vive mal e enfrenta péssimas adversidades sócio-financeiras, certamente é difícil imaginar que a simples edificação de uma “belíssima obra de arquitetura” irá satisfazer as barrigas vazias do município. Depois, seguindo o mesmo raciocínio, é fácil concluir que para uma terra em que muitos ainda andam de carroças a obra terá pouca serventia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Campina tem hoje um déficit habitacional de cerca de 14 mil moradias, mais de 50 mil indivíduos clamando por um emprego e milhares perambulando pelas ruas em situação deplorável. &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Aliado a isso, as populações periféricas convivem com o medo da violência e com a falta de vagas em hospitais e postos de saúde. Jovens morrem todos os dias vítimas de latrocínios, facadas e outros delitos nos quatro cantos do município; e têm seus registros policiais complementados com o conforto assegurado por “a polícia fez diligências pelo local mas nada encontrou”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Apesar de o Governo querer propagar essa idéia, é necessário convir que o viaduto está longe de ser um marco na história da cidade. Campina precisa de obras estruturantes sim: de moradias, hospitais, e outra infinidade de melhorias na urbanização da cidade... No entanto, enquanto isso milhares de cidadãos mendigam por ações imediatas, que valorizem o desenvolvimento e o bem estar social de suas famílias.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Medidas que promovam emprego e renda para a camada mais pobre da sociedade, incentivos e programas que acelerem a implantação e o progresso dos meios produtivos, ações que garantam à classe média campinense o direito de mover a economia da cidade; projetos, enfim, que alcancem uma dimensão maior do que uma mera construção arquitetônica e que poderiam muito bem ser concretizados com os R$ 28,5 milhões de reais empregados num viaduto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;Somente depois disso poderíamos traçar definitivamente um divisor de águas na história da maior cidade do interior do Nordeste. Quando todos tivessem, de verdade, motivos para permanecer cheios de orgulho. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-8626113127335817571?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/8626113127335817571/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=8626113127335817571' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/8626113127335817571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/8626113127335817571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/10/para-alm-de-um-viaduto-joo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RwOlMoB9yRI/AAAAAAAAAA0/HJ8niJx911A/s72-c/foto+do+viaduto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-5790490417663513659</id><published>2007-09-28T06:06:00.001-07:00</published><updated>2007-09-28T06:12:56.691-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rvz8h4B9yQI/AAAAAAAAAAs/D4G6LBIAS4I/s1600-h/jornalista.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rvz8h4B9yQI/AAAAAAAAAAs/D4G6LBIAS4I/s400/jornalista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115240935692552450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nem mesmo 'Operários' da notícia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desde o primeiro ano de faculdade o candidato a jornalista é forçado a se familiarizar com o termo “operário da notícia”. Seja extraído de enciclopédias teóricas da comunicação, ou simplesmente em relatos de profissionais conhecidos do Jornalismo e tradicionalmente filhos do batente. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No entanto em nenhuma dessas oportunidades tive a chance de perceber com tamanha nitidez como essa dinâmica do cotidiano funciona, se é que se pode considerar assim o fazer jornalístico, como quando passei a colocar os pés todos os dias dentro de uma redação. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem que o Jornalismo contemporâneo, mesmo para os menos pragmáticos, é peculiarmente marcado por uma tendência ao engessamento habitual da notícia; mas em algumas ocasiões essa prática antiquada é desenvolvida em demasia por certos colegas de profissão. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A disposição à publicação de notícias “prontas”, tais quais as informações estão anunciadas em pautas ou releases é uma realidade cada vez mais presente nas páginas dos periódicos atuais; sobretudo, e quem acompanha atesta isso, nos matutinos da Paraíba. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os verbos checar, andar, procurar, dividir, somar, decodificar, ligar... estão a cada dia perdendo a sua usualidade. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em contrapartida, prefere-se o ‘colar’, sempre acompanhado do hábito de permanecer horas e horas sentado numa poltrona macia e com o rosto repleto de maquiagem. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não se caminha pelas ruas, muito menos se respira a zona periférica da cidade. O carro de vidro alto e o salto do sapato viraram definitivamente acessórios inseparáveis desse tipo de profissional da elite, acostumado aos holofotes medíocres dos poderosos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sobre esse assunto li há dias uma entrevista com Caco Barcellos onde ele comentava sobre a indisposição que toma conta da maioria das redações. Indagado sobre o segredo para ter produzido Abusado e Rota 666, ele apenas relatou que a persistência e o convívio com a camada mais pobre da sociedade foram os responsáveis pelas obras.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E é exatamente a ausência de mobilidade e de contato com as fontes que vem contribuindo para o definhamento da qualidade de nossa imprensa. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Porque pouco a pouco a designação ‘Operário’ da notícia vai sendo jogada ao relento.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A safra de perseguidores de notícias está há tempos ameaçada, já que grande parte daqueles que se dizem da imprensa já não merecem nem mesmo o título que há tantas épocas lhes fora concedido. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-5790490417663513659?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/5790490417663513659/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=5790490417663513659' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/5790490417663513659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/5790490417663513659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/09/nem-mesmo-operrios-da-notcia-joo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rvz8h4B9yQI/AAAAAAAAAAs/D4G6LBIAS4I/s72-c/jornalista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-3493410438449673972</id><published>2007-08-06T20:06:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T20:16:51.080-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RrfiCoFrwQI/AAAAAAAAAAk/2ZC96GkRVPU/s1600-h/misericordia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RrfiCoFrwQI/AAAAAAAAAAk/2ZC96GkRVPU/s400/misericordia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095790038141878530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Missa em Latim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Hoje, às 09 horas, a igreja da misericórdia em João Pessoa reabrirá as portas. Depois de vários anos fechada para recuperação, uma das mais simbólicas arquiteturas católicas voltará a receber o público católico para missas e orações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;No entanto, logo na reabertura se perceberá que não foram somente as telhas e o rebolco que sofreram mudanças no local. Já na primeira missa, que será celebrada por Dom Aldo Pagotto, (arcebispo da Paraíba), a celebração será proferida em latim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;A introdução do novo idioma obedece ao decreto publicado no dia 07 de julho pelo Vaticano, que autorizou os padres a conduzirem as celebrações na língua européia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Em carta aos bispos, Bento XVI rejeitou as críticas internas à Igreja de que sua atitude, há muito esperada, possa dividir os católicos e retroceder das reformas introduzidas nos anos 1960, às quais muitos tradicionalistas se opõem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Na prática, qualquer comunidade católica poderá solicitar que seu pároco utilize o latim durante a realização das missas. Caso o religioso se recuse a acatar o pedido dos fiéis eles podem apelar ao bispo, que é “veementemente recomendado a satisfazer tais pedidos", disse o papa. Se ainda não tiverem sucesso, podem recorrer diretamente ao Vaticano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Mas o grande problema nisso tudo provavelmente não estará nesse ponto, até porque não se imagina que alguém de sã consciência irá fazer tal propositura. O perigo está, sim, na possibilidade das celebrações começarem a ser efetuadas com freqüência no novo idioma. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Num país em que 16 milhões de pessoas não sabem ler ou escrever a língua oficial é fácil compreender que ninguém entenderá palavra alguma proferida pelos religiosos; e desta forma, o objetivo primordial das celebrações (a transmissão das mensagens de Cristo) não será alcançado. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Corre-se o risco, por exemplo, do padre estar lendo o ofertório e os leigos celebrando a comunhão, ou de o vigário falar de injustiças e os presentes entenderem salvação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Na missa que marcará a reabertura da Igreja pessoense, uma infinidade de ensinamentos, certezas e reflexões devem ser repassadas aos presentes; menos a triste constatação de que passaram horas em frente ao altar e não entenderam nada. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-3493410438449673972?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/3493410438449673972/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=3493410438449673972' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/3493410438449673972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/3493410438449673972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/08/missa-em-latim-joo-paulo-medeiros-hoje.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RrfiCoFrwQI/AAAAAAAAAAk/2ZC96GkRVPU/s72-c/misericordia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-8792106761798760461</id><published>2007-05-06T08:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-06T10:10:53.849-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rj3wY2cE42I/AAAAAAAAAAc/tR-9eULAC00/s1600-h/os+pol%C3%ADticos.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rj3wY2cE42I/AAAAAAAAAAc/tR-9eULAC00/s400/os+pol%C3%ADticos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061465865955107682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; color: rgb(204, 0, 0);" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;Os adversários do “V”...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Estamos ainda há mais de um ano da realização das eleições municipais, mas &lt;st1:personname productid="em Campina Grande" st="on"&gt;em Campina Grande&lt;/st1:personname&gt; o clima já é de extrema efervescência política. A tarefa mais cobiçada nesse instante é descobrir um nome que reúna forças o suficiente para derrotar o prefeito Veneziano Vital do Rêgo. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tarefa complicada&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E aí é preciso convir que esse alguém terá de lutar contra uma margem de cerca de 85% de aprovação popular do atual prefeito. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pleiteantes&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Entre os candidatáveis, os nomes de Rômulo Gouveia, Manoel Ludgério e Romero Rodrigues parecem estar mais cotados dentro da atmosfera política que prevalece no município. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O desejo de Rômulo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O deputado federal do PSDB Rômulo Gouveia já manifestou o interesse em lutar pela candidatura. A única exigência feita por ele é que a oposição se una em torno de uma só pessoa. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A favor dele...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;...o tucano tem a experiência de quem já foi presidente da Assembléia Legislativa, aliada a uma forte empatia das camadas menos abastardas da sociedade; de onde ele próprio foi participante. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contra&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Negativamente, Rômulo não pode esconder o fato de ter sido ele o derrotado nas eleições municipais passadas, perdendo para Veneziano numa campanha que ainda não saiu da memória do povo de Campina Grande. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que pensam os companheiros&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No caso de Rômulo, a insegurança do grupo que o apóia concentra-se no medo de que a lembrança do último pleito reconstitua a história, e 2004 se repita.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As chances de Manoel Ludgério&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Pertencendo a um partido diferente do de seus concorrentes, o médico e deputado estadual pelo PDT Manoel Ludgério conta com o apoio de muitos líderes da oposição. Inclusive, dias atrás teve seu nome citado pelo atual presidente da Assembléia, Artur Cunha Lima, que é também um dos mais fortes caciques do grupo.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Empreitada de Ludgério&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Vontade e disposição Ludgério tem, mas dos três nomes o dele parece ser ainda o de menor difusão junto ao eleitorado campinense. Para chegar lá, o deputado pedetista terá que tornar seu nome mais conhecido pelo povo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Romero na disputa&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Já Romero Rodrigues, deputado estadual eleito pelo PSDB e atual secretário de interiorização da Paraíba, é uma figura bastante conhecida da população campinense desde sua atuação como vereador na cidade.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Possibilidades&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Romero certamente aceitaria o convite. No entanto, nas atuais circunstâncias políticas há a possibilidade de que a secretaria que ocupa hoje já seja o bastante para ele nesse momento.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Indefinições&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Por enquanto tudo não passa de especulações e sondagens de opinião em torno dos três nomes, até porque a oposição está longe de chegar a um consenso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O tempo provocará desencontros&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;À medida que os meses forem passando, muitos atritos devem ocorrer entre esses três atores da política local. Nos bastidores, é claro!     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;No momento, apenas uma verdade é definitiva: quanto mais dias se passarem sem nenhuma definição de quem será o candidato em 2008, menos chance terá o escolhido de lograr êxito no embate contra o atual prefeito. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-8792106761798760461?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/8792106761798760461/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=8792106761798760461' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/8792106761798760461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/8792106761798760461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/05/os-adversrios-do-v.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rj3wY2cE42I/AAAAAAAAAAc/tR-9eULAC00/s72-c/os+pol%C3%ADticos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-5848449269685763778</id><published>2007-05-04T20:07:00.000-07:00</published><updated>2007-05-04T20:32:45.926-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rjv1NWcE41I/AAAAAAAAAAU/_n_XzSKON00/s1600-h/titulo_eleitoral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rjv1NWcE41I/AAAAAAAAAAU/_n_XzSKON00/s400/titulo_eleitoral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060908215991329618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;O Descrédito e a desesperança&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;João paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mais de 25 mil paraibanos não regularizaram o título eleitoral esse ano e deverão ter os documentos cancelados pela Justiça eleitoral. O prazo para regularização terminou no último dia 26 de abril, mas os transtornos causados pelas filas nos locais onde esses procedimentos foram feitos não mereceram sequer uma nota nos jornais. Evidentemente que o fenômeno não tem ligação alguma com a ocorrência de chuvas ou com a agressividade do sol, muito menos está condicionado à falta de transporte ou de tempo dos eleitores se dirigirem aos cartórios eleitorais do Estado. Claro que não. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;Em meio a uma série de acontecimentos que lambuzaram o nome do Estado ano passado, como o esquema dos Sanguessugas que envolveu seis parlamentares paraibanos e a operação Confraria, que apontou indícios de irregularidades monstruosas na Capital, a&lt;/span&gt; ausência dos paraibanos apresenta-se como um reflexo significativo da atual conjuntura política do Estado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que existe, e este fato não é novo, é um total desprezo atribuído à política pela população da Paraíba. O paraibano desacredita na classe política de seu Estado, tem medo de ser forçado a dar um voto a alguém que não merece recebê-lo. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E os números contribuem para a prevalência desse estado de espírito. &lt;span style=""&gt;Na Paraíba, para se ter uma idéia, estima-se que os desvios de recursos públicos ultrapassem meio bilhão de reais por ano, e, segundo o Fórum Paraibano de Combate à Corrupção, cerca de 85% das denúncias que vimos todos os dias nos noticiários são procedentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Malas de dinheiro são jogadas pelas janelas em períodos eleitorais, cestas básicas são distribuídas em larga escala no dia do pleito, cimento areia e gasolina são comprados a preço de ouro por órgãos públicos em todo o Estado. Esse conjunto de más ações praticadas por caciques da política local tem distanciado cada vez mais o povo paraibano do processo de participação na vida pública do Estado, participação esta que é princípio indispensável da democracia. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ruim para aqueles que ficaram em débito com o Tribunal Eleitoral, pois permanecerão impedidos de se matricularem em universidades, tirar passaporte, prestar concurso público, recadastrar o CPF entre outras coisas; péssimo para todos nós, que prosseguiremos sendo forçados a participar de um jogo em que muitos dos jogadores não estão nem aí para o resultado final da partida.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A política aqui no estado tem dessas peripécias: poucos manifestam interesse, a maioria acompanha por obrigação, uma micro-minoria permanece satisfeita e acumulando benefícios vindos do descrédito e da desesperança de muitos.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-5848449269685763778?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/5848449269685763778/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=5848449269685763778' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/5848449269685763778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/5848449269685763778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/05/o-descrdito-e-desesperana-joo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/Rjv1NWcE41I/AAAAAAAAAAU/_n_XzSKON00/s72-c/titulo_eleitoral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-2799258262005094761</id><published>2007-04-22T20:46:00.000-07:00</published><updated>2007-04-22T21:01:09.208-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RiwuPrYeSUI/AAAAAAAAAAM/ZhHtvnVnNfc/s1600-h/MAPA+DA+PARAIBA_COMPLETO.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RiwuPrYeSUI/AAAAAAAAAAM/ZhHtvnVnNfc/s400/MAPA+DA+PARAIBA_COMPLETO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056467328508512578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;De “barriga” cheia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Prefeitos de pequenos municípios paraibanos estão, indiscutivelmente, de “barriga” cheia. Os números fornecidos pelo Banco do Brasil que registram os recursos repassados a prefeituras de pequeno porte atestam isso. Estima-se que na maioria dos casos essas instituições recebam de cerca de 350 mil, somente em forma de cota do Fundo de Participação dos Municípios. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ainda assim, é bastante recorrente vermos representantes de entidades municipalistas clamarem por ajuda, enchendo muitas páginas dos jornais de críticas e desagrados contra a União e o restante dos estados da Federação. Para eles, os recursos enviados pelas demais autarquias são insuficientes para manter uma pilha de “ações e prioridades” a serem executadas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O que chama mais a atenção, na quase totalidade dos casos&lt;b style=""&gt;, &lt;/b&gt;é&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;que são exatamente nos pequenos municípios onde se encontram as realidades administrativas mais caóticas. Hospitais sem medicamentos, ruas esburacadas e ainda no barro, população economicamente dependente de aposentadorias. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É necessário acrescentar também que para complementar a renda dessas cidades, a União ainda disponibiliza verbas para o incentivo às exportações e geração de renda através da cadeia produtiva do petróleo; em cidades onde jamais houve nenhuma atividade exportadora nem participante da cadeia petrolífera.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O Fundo de Participação dos Municípios, principal fonte de recursos das prefeituras, teve um crescimento de 10,7% no ano de 2006, em relação ao ano de 2005, segundo o próprio Governo Federal. E mais: cresceu 10% a mais em relação ao que era previsto.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Já o ICMS, que também contribui com os municípios, cresceu 14,6% no ano passado, em relação ao ano anterior, de acordo com o Governo do Estado. Há poucos dias, durante a 10ª Marcha de Prefeitos a Brasília, o presidente Lula anunciou ainda o repasse de uma cota extra para as prefeituras no final desse ano.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A pergunta sobre o destino do dinheiro enviado às prefeituras é aparentemente impossível de ser respondida, mas encontra indícios de elucidação quando verificamos que aproximadamente 7,5 milhões foram desviados pelos municípios paraibanos, apenas no ano passado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;A perda anual da economia brasileira com a prática exarcebada da corrupção fica entre 3% e 5% do PIB, de acordo com o IBGE, cerca de 76 bilhões de reais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ela, associada também a um modelo ultrapassado de distribuição dos recursos nacionais tem produzido uma imensa massa de famigerados nas grandes metrópoles brasileiras e, consequentemente, paraibanas. Ao mesmo tempo em que as prefeituras menores estão fornecendo verdes pastos a uma centena de gestores públicos; estes, cada vez mais ambiciosos pelos cifrões municipais. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-2799258262005094761?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/2799258262005094761/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=2799258262005094761' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/2799258262005094761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/2799258262005094761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/04/de-barriga-cheia-joo-paulo-medeiros.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRw0RVegrvg/RiwuPrYeSUI/AAAAAAAAAAM/ZhHtvnVnNfc/s72-c/MAPA+DA+PARAIBA_COMPLETO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116803948508425458</id><published>2007-01-05T15:21:00.000-08:00</published><updated>2007-01-05T15:31:31.233-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/948113/celso%20furtado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/400/336116/celso%20furtado.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Recriar, somente, não é a saída...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quase 48 anos após o economista Celso Furtado ter idealizado as superintendências SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) e SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), ontem, o Governo Federal anunciou a recriação das autarquias.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;No papel a idéia é, e sempre foi excelente: com o trabalho das duas superintendências amenizar o atraso histórico das regiões mais pobres do país – Norte e Nordeste. No mundo corrompido da “prática” brasileira, porém, a história demonstra que as disparidades entre aquilo que é proclamado e o que, efetivamente é cumprido, são desanimadoras. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em dezembro de 1959 os órgãos foram postos em funcionamento com a finalidade de direcionarem seus trabalhos em quatro linhas de frente, na época elegidas como prioritárias: 1) produção de alimentos na zona úmida do Nordeste; 2) desenvolvimento no semi-árido de uma agricultura resistente aos efeitos da seca; 3) colonização e integração do estado do Maranhão; 4) desenvolvimento da irrigação no São Francisco. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas o que se viu no decorrer dos anos foi uma enxurrada de desmandos e desvios incontáveis, que se não aprofundaram ainda mais os problemas daquelas regiões, jamais concederam a elas o tão esperado desenvolvimento de seus povos. De acordo com dados da CPI do Finor (Fundo de Investimentos do Nordeste), cerca de 10% de todos os recursos do órgão, subordinado à Sudene, foram desviados em 1974. O rombo na Sudam é estimado em R$ 1,8 bilhão. O da Sudene, em R$ 2,2 bilhões. A conta é modesta. Dados do próprio governo, trabalhados pela CPI, estimam que US$ 110 bilhões de todos os investimentos públicos feitos na Amazônia teriam desaparecido. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os números do desenvolvimento gerado pelas poucas ações de fato empreendidas são até bem expressivos. Na década de 60 por exemplo, o PIB (Produto Interno Bruto) do Nordeste crescia 3,5%, contra 6,1% do Brasil. Com a Sudene em pleno funcionamento, o PIB da região teve um crescimento de 8,7% na década seguinte, e continuou a superar os índices nacionais nas décadas posteriores. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O grande problema é que a evolução das potencialidades econômicas das duas regiões alavancou o desenvolvimento, mas não continha nenhuma preocupação com a distribuição das riquezas geradas pelo próprio crescimento. Resultado: a desigualdade social e a miséria prosseguiram a atormentar a vida dos moradores do Norte e do Nordeste.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Certamente a quantidade de horas dedicadas por Furtado na elaboração de suas idéias foram insignificantes perto dos duradouros meses de penúria, ao perceber que todo seu trabalho havia sido condenado à inaplicabilidade. Hoje, pouco mais de dois anos de seu falecimento, sabe-se que o competente economista recebeu em vida escassos resultados provindos daquela obra; talvez tenha sido agraciado com a gratidão divina, ao visitar a casa celeste.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entre aqueles que mais contribuíram para a extinção dos órgãos, efetuada em 2001 durante o governo FHC, estão o ex-presidente José Sarney, sua filha Roseana, o deputado federal Jader Barbalho, juntamente com mais uma dezena de políticos nordestinos e da Região Norte do Brasil. A maioria, já era de se esperar, ainda permanece em plena atividade e a defender calorosamente a revitalização dos órgãos. Provavelmente porque mais uma vez eles ou “alguns dos seus” encabeçarão a lista dos diretores das autarquias, já que hoje grande parte é aliada do Governo. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A recriação, somente, perceptivelmente não é a saída. É preciso que muitos planos e medidas sejam adotadas para impedir que esses indivíduos prossigam a desviar os bons propósitos do ideário outrora edificado por Furtado. Oferecer o comando das Superintendências a pessoas mais técnicas e menos sujeitas a interferências políticas deve, e pode ser uma das soluções. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Só dessa maneira, quem sabe lá de cima, o velho economista possa seguir mais satisfeito em seu descanso eterno. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116803948508425458?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116803948508425458/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116803948508425458' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116803948508425458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116803948508425458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/01/recriar-somente-no-sada.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116781933513795026</id><published>2007-01-03T02:08:00.000-08:00</published><updated>2007-01-03T02:19:37.070-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/48102/Jo%3F%3Fo%20Paulo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/400/667685/Jo%3F%3Fo%20Paulo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Minha 379&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-la, apresento aqui a minha humilde mas digna residência. As paredes alternadas ora pelo barro, ora por puro cimento, foram erguidas há 21 anos com o suor e muito trabalho da família de Seu João e Dona Das Virgens. A aparência não é impressionável muito menos o tamanho extraordinário, mas a tradicionalíssima Anízio Marinho jamais seria a mesma caso ela não estivesse ali; de pé. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quando lembro de meus tempos de criança – e não preciso fazer tanto esforço assim, poderia dizer: “Há bem pouco tempo” – sempre vem à minha mente a imagem de casa cheia, abarrotada por gargalhadas de felicidade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Muitas foram as ocasiões que presenciei ali doze, quinze, ou até mais pessoas amparadas pelo mesmo teto.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E como era fantástico aquele tempo... &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Hoje ela continua a contemplar o sol nascente, com os mesmos seis e meio de largura por vinte e um de comprimento. Mas por força do destino e desejo do criador não mais alegre como dantes. &lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Desde seu nascimento até agora foi submetida a muitas e variadas reformas. Nesse instante, por exemplo, retiro com satisfação as marcas da chuva e do tempo de suas paredes. Ao meu lado minhas sobrinhas Ana Luiza e Ana Luzia supervisionam a competência de meu trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É pela primeira vez que me atrevo a fazer esse tipo de serviço, o resultado, todavia, convido a todos para vê-lo...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Este é o meu lar.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116781933513795026?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116781933513795026/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116781933513795026' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116781933513795026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116781933513795026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2007/01/minha-379joo-paulo-medeirospara.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116675816534577572</id><published>2006-12-21T19:29:00.000-08:00</published><updated>2006-12-21T19:46:06.170-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0);font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0);font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;strong&gt;Uma doença chamada Miséria&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;João Paulo Medeiros&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mundo fosse um humano, certamente estaria há tempos em risco de vida. E o pior: caso residisse aqui no Brasil, estaria aguardando pela gigantesca fila da UTI. Porque a depender de médicos com boa vontade em socorrê-lo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que 3 bilhões de pessoas estão neste momento vivendo com menos de 2 dólares por dia. O dado foi publicado num estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em termos menos pragmáticos, metade da população mundial se encontra abaixo da Linha da Pobreza; um dos conceitos mais utilizados para definir quem não tem renda suficiente para preencher a panela com alguma coisa que se conduza à boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Números absurdos, de uma realidade indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja essa a mais terrível das patologias. A fome, a exclusão do resto da sociedade economicamente ativa, o desespero por uma vida miserável transformam a criatura humana num animal selvagem na luta pela sobrevivência. Independentemente de nacionalidade, credo religioso, descendência ou particularidades psicológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, lá fora os brasileiros também são conhecidos pela sua disciplina nesse quesito. Tanto quanto somos lembrados pelo futebol, pela nossa destreza com o samba, ou mais ainda como artífices da corrupção e do jeitinho brasileiro. Aqui 42,570 milhões passam fome ou não têm as condições necessárias para administrar a vida dignamente, escancarou aos olhos de todos a Fundação Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens que serão exibidas a seguir estão longe de representarem à risca a verdadeira aberração humana dos dias atuais. Foram produzidas por um grupo de universitários desconhecidos, talvez até pouco sensíveis à causa; semelhante ao que ocorre com uma grande quantidade de cabeças ociosas que engrossam as academias brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas elas podem e devem fazer com que pensemos em nossa própria inatividade perante o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oxalá fôssemos todos cirurgiões, a madrugar nas ruas pela efetivação dos direitos individuais de cada um dos que estão “enfermos”. Dos oprimidos e injustiçados. Daqueles que, nem ao menos, por muitas vezes, se reconhecem e são reconhecidos como gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://youtube.com/v/5R7vrEq7RfQ" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116675816534577572?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116675816534577572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116675816534577572' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116675816534577572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116675816534577572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/uma-doena-chamada-misria-joo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116656005561446128</id><published>2006-12-19T12:15:00.000-08:00</published><updated>2006-12-19T12:35:50.413-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/309970/ACM_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/400/110998/ACM_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Chifre em cabeça de cavalo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;A política brasileira é marcada, infelizmente, por episódios e declarações no mínimo controvertidas – para não dizer inimagináveis.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Dia desses, logo após o “super-extraordinário” aumento de salários conferido aos deputados (91%), um parlamentar teve a ousadia de defender a medida dizendo que “é preciso dar aos homens dignos desse país as condições de trabalharem decentemente”. Noutro caso, passadas poucas horas das eleições de Outubro, um recém-eleito não conservou a vergonha e assegurou que a primeira coisa a fazer no Congresso “é observar e mudar todos os móveis da Casa”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Ontem, durante um fervoroso discurso no Plenário do Senado Federal, o senador Antônio Carlos Magalhães utilizou-se de todo o descaramento para tecer críticas ao comprometimento da Mídia brasileira com os políticos do país. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Evidentemente que a questão aqui não é a necessidade de reavaliação do tema, visto que as reflexões precisam ser cultivadas com freqüência por qualquer um que tenha o mínimo de conhecimento do assunto. Pois os problemas existem, e são muitos! Disso ninguém tem dúvida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;As declarações do senador foram motivadas pel&lt;/span&gt;a publicação de uma matéria, na IstoÉ desta semana, intitulada “O fim do Carlismo”. Mas ao referir-se ao tema, ACM foi bem mais além. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No pronunciamento o parlamentar enfatizou o “estreito” relacionamento entre a Revista e o grupo político comandado pelo PT, assim como a interferência política existente&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;dentro de outras empresas de comunicação.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“O Brasil agora é este”, disse. “Essa imprensa – não todos; a maioria é gente séria – tem lucrado muito com o governo”, completou.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Mas as palavras saídas da boca do senador ACM ganham outras configurações e sentidos. &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Certamente &lt;span style="color:black;"&gt;não têm nenhum compromisso com o processo de democratização dos meios de comunicação brasileiros, muito menos com a livre manifestação do pensamento em favor dos oprimidos. Impossível que isso acontecesse, se o mesmo ACM é indiscutivelmente um dos grandes responsáveis pela atual moléstia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um breve resgate da história do processo de submissão dos meios de comunicação à classe política nacional, e a homilia “Carlistiana” revela-se incongruente e arraigada de demagogias.&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se olhasse para as fotografias tiradas nos anos de &lt;st1:metricconverter productid="1985 a" st="on"&gt;1985 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1989, quando foi ministro do Governo Sarney, ACM certamente viria que ele mesmo foi um dos maiores protagonistas de uma enxurrada de concessões e favorecimentos políticos a grupos de comunicação em todo o Brasil. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para se ter uma noção do que significou a passagem de ACM pelo Ministério das Comunicações, em seis anos do Governo Figueiredo foram concedidas 634 novas emissoras de rádio e TV. Nos anos em que esteve à frente da pasta ministerial, ACM outorgou 1.028 concessões. Destas a grande maioria foi destinada a aliados políticos de Sarney e a homens de confiança de senador na Bahia, segundo revela um estudo do jornalista e pesquisador Paulino Motter. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora, depois de ter contribuído diretamente para o aliciamento dos veículos de comunicação por entidades político-partidárias, ACM parece pretender esquecer ou fazer esquecer o passado; figurando como defensor da moralidade e da independência jornalística nacional. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É bom que os arquivos do Ministério das Comunicações continuem falando àqueles que, às vezes, não querem ouvir... Discursos e melodramas dessa natureza, só podem conduzir ao teatro cavalos com chifres e/ou elefantes farejadores.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116656005561446128?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116656005561446128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116656005561446128' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116656005561446128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116656005561446128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/chifre-em-cabea-de-cavalojoo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116586559833148092</id><published>2006-12-11T11:29:00.000-08:00</published><updated>2006-12-11T11:33:18.356-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/115843/reforma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/400/761159/reforma.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia; font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vai reformar o quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: lucida grande; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muito se tem falado em reforma política nesse país do ano passado até agora. As crises políticas e os vários episódios de corrupção aflorados nos últimos dois Governos têm contribuído para isso. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas na verdade pouco foi feito ou mesmo se sabe que frutos poderão ser deixados por essa tal “Reforma”.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Juntando tudo o que foi sugerido até hoje, provavelmente conseguiríamos efetuar uma quase-meia ou mini-reforma. Reforma pra valer, nada. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dentre as propostas elencadas por essa histeria de micro-pensamentos, há uma que sem dúvidas extrapolou os limites da aceitabilidade pública. O projeto que torna as campanhas objeto de financiamento público é, e certamente será, mais uma facada no bolso dos 180 milhões de brasileiros. Ele, inclusive, já encontrou muitos defensores. Diversos artistas, intelectuais e homens públicos dignos esbravejam em favor da idéia. Talvez até entregues à máxima: “a não fazerem nada, que qualquer coisa façam...”. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Digo que “certamente será” aprovado porque poucas foram as ocasiões onde se viu tanto descaramento e más intenções numa só idéia e, conhecendo a classe política desse país, é fácil imaginar qual será o veredicto. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vejamos resumidamente a propositura:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1. As campanhas passarão a ser patrocinadas com dinheiro público; &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;2. Nenhum candidato poderá ser favorecido com o dinheiro de empresários ou qualquer outro ente privado, “acabando teoricamente” de uma vez por todas com esquemas de caixa dois;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;3. As instituições de fiscalização (Ministério Público, Polícia Federal, Justiça Eleitoral) atuariam no controle e efetivação das duas cláusulas primeiras.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois disso imagina-se que haveria um barateamento das campanhas eleitorais e uma disputa mais leal entre candidatos pobres e abastados. Outro argumento é que as mudanças tornariam mais fáceis a atuação dos órgãos de fiscalização, já que o controle dos recursos seria feito diretamente pelo Estado. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso aconteceria? &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Respondo negativamente. As práticas permaneceriam as mesmas! &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então o que irá ocorrer?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1. Os postulantes a cargos públicos serão abastecidos com grandes cifrões. Dinheiro que poderia e deveria ser investido em saúde, educação, geração de empregos, e mais uma pilha de prioridades básicas. Não é difícil chegar à conclusão que o número de candidatos crescerá assustadoramente. Quem nunca fez nada nem deu a mínima à política, não perderá a chance de requerer seus “trocadinhos”. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;2. Após receberem o dinheiro vindo dos cofres públicos os candidatos mais representativos não se contentarão e, às ocultas, receberão as verbas repassadas por empresários e demais entidades particulares. Como já é de práxis atualmente, o “segundo caixa” será&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;mantido.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;3. Como também é de costume, as instituições responsáveis pela fiscalização não darão conta do recado. Pois qual a diferença entre fazer isso agora, antes do financiamento público, e fazer posteriormente? &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;4. Em conseqüência as disparidades entre candidatos ricos e pobres continuarão as mesmas. O caixa dois realizado pelos de maior representação garantirá a perpetuação das desigualdades. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, apesar de haver um clima mais do que propício para a reformulação das práticas e dos procedimentos efetuados dentro da Democracia brasileira, há pouca vontade em pensar e concretizar decisões que eliminem a ultrapassada estrutura de poder de nossa República. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A emergência por soluções é visível, como também a constatação de que o financiamento público das campanhas jamais significará avanços nessa empreitada. O maior desafio, ao que parece, continua sendo acreditar que alguma coisa boa possa ser feita por esses homens que são, absolutamente, beneficiados com o atual caos político nacional. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116586559833148092?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116586559833148092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116586559833148092' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116586559833148092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116586559833148092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/vai-reformar-o-qujoo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116585161169559688</id><published>2006-12-11T07:37:00.000-08:00</published><updated>2006-12-11T07:40:11.726-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold; font-family: georgia;font-size:180%;" &gt;Estado de Calamidade&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Os números abaixo servem apenas para comprovar o caos provocado pela corrupção instaurada nas Instituições políticas brasileiras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;* A perda anual da economia brasileira com a corrupção fica entre 3% e 5% do PIB, de acordo com o IBGE.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Cerca de R$ 76 bilhões;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;* O Brasil ocupa o 62º lugar na escala de corrupção entre 146 países pesquisados;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;* No país, a redução de apenas 10% no nível de corrupção aumentaria em 50% a renda per capita dos brasileiros num período de 25 anos; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Na Paraíba, em um ano, os desvios de recursos públicos devem ultrapassar meio bilhão de reais; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;* Segundo o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Fórum Paraibano de Combate à Corrupção, cerca de 85% das denúncias são procedentes;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.db.com.br/noticias/?69427"&gt;http://www.db.com.br/noticias/?69427&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116585161169559688?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116585161169559688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116585161169559688' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116585161169559688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116585161169559688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/estado-de-calamidade-os-nmeros-abaixo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116580707422266680</id><published>2006-12-10T18:58:00.000-08:00</published><updated>2006-12-11T02:03:45.456-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/577791/uci-cuadros-politicos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/400/368454/uci-cuadros-politicos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A desconfiança dos brasileiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Há tempos que o brasileiro deixou de depositar nos políticos a sua confiança. Uma pesquisa realizada por alunos da Universidade de Brasília (UNB) constatou que 90,1% dos brasileiros não acreditam mais na classe política do país.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Também não é para menos. A cada dia estouram escândalos e mais escândalos de corrupção encabeçados por deputados, senadores, prefeitos e demais ocupantes de cargos públicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;O resultado desses golpes contra o Estado e o povo do Brasil são cifras infindáveis de dinheiro público jogados&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;à sarjeta, em detrimento das condições mínimas de saúde, educação e todos os outros serviços indispensáveis ao bem-estar do brasileiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Somente com o “Esquema dos Sanguessugas”, desvendado este ano, 100 milhões de reais que deveriam servir para a compra de ambulâncias foram destinados ao financiamento das mordomias e campanhas eleitorais de deputados e senadores. Estima-se que a fraude contou com a participação de quase cem parlamentares, pertencentes a praticamente todos os partidos políticos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Os sanguessugas são somados aos mensaleiros, anões, e outra centena de adjetivações próprias do abrangente “dicionário corrupto” que tomou conta do linguajar brasileiro. Sem computarmos ainda as incontáveis evidências que nem mesmo chegam a ser investigadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;E o estudo dos alunos da UNB não é um caso isolado. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Inúmeras sondagens atestam e até aprofundam os números comprobatórios da ausência de credibilidade pública da classe política nacional. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Numa pesquisa&lt;/span&gt; nacional &lt;span class="titulo"&gt;realizada pela&lt;/span&gt; revista "Seleções" e o Ibope em maio deste ano&lt;span class="titulo"&gt;, avaliando a credibilidade das categorias profissionais, os homens da política amargaram o último  e merecido posto com apenas 2% no índice de confiança da população.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Mas diante do mau exemplo daqueles encarregados de conduzirem os Poderes republicanos do país, surge uma série de inconveniências adicionais.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A crise de confiança tem desencadeado a abnegação pela Política e demais assuntos relacionados à esfera pública. Em outras palavras, valores inquestionáveis como o amor ao País e a preocupação com a vida de seus conterrâneos, sedem espaço a uma avalanche de práticas mesquinhas e desleais; e com isso abrem terreno para a proliferação do famoso e repudiável “jeitinho brasileiro”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="titulo"&gt;A descrença poderia ser muito valorosa, desde que despertasse nos brasileiros o desejo audacioso por uma verdadeira alteração dos padrões e na conduta dos eleitos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Porém, percebe-se que ela acabou se transformando, unicamente, em ingrediente complementar da “massa”. E inchando, por conseguinte, o bolo de penúrias inaceitáveis da política brasileira. &lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116580707422266680?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116580707422266680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116580707422266680' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116580707422266680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116580707422266680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/desconfiana-dos-brasileiros-joo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116566538432013498</id><published>2006-12-09T03:52:00.000-08:00</published><updated>2006-12-09T04:31:03.446-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/460582/p%3F%3Fgina%20do%20orkut.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/400/526090/p%3F%3Fgina%20do%20orkut.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Orkut: o revelador&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O orkut todo mundo conhece. Mesmo quem nunca fez seu “perfil” ou passou horas estagnado em frente ao computador cureando sua “página e scrapps”, já viu ou ouviu falar no site de relacionamento mais badalado da internet. E não é para menos: estima-se que, somente no Brasil, 10 milhões de pessoas sejam usuárias do serviço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao associar-se cada indivíduo torna-se criador e editor de sua própria página virtual. Ordena e classifica as fotografias a serem expostas; arquiteta frases, comentários e pensamentos de efeito, em descrições nem sempre plausíveis; distribui, recebe e encomenda falsos e verdadeiros convites de amizade. O site é uma psicose navegante . &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, ao contrário do que muitos pensam, a formatação e o conteúdo das páginas simbolizam bem mais do que um simples espaço feito para estreitar as relações humanas&lt;b style=""&gt;. &lt;/b&gt;Eles identificam o próprio dono. Publicitam como ele enxerga o mundo e sua participação no convívio  com as outras pessoas. Revelam o caráter. O comportamento e o ideário dos usuários.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Isso, certamente, pouca gente percebe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Exemplo do fato é o interrogatório a respeito da visão política dos indivíduos. Respostas do tipo, “apolítico”, ajudam-nos a compreender porque a imoralidade e o fisiologismo político prosseguem gerindo os espaços públicos de representação da República brasileira. O termo “Política” é ao mesmo tempo tão próximo e alheio à grande parte dos eleitores. E se estes não possuem a capacidade de alinhar-se politicamente a uma ideologia, como poderão exigir que aqueles que os representam façam isso?&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Na prática, o troca-troca de siglas partidárias, o desprezo por programas de governo e pelos princípios ideológicos do regime democrático são algumas das características do Estado Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para essas pessoas há apenas duas explicações: ou elas não existem, ou não têm a mínima noção do venha a ser “Política”. A possibilidade da inexistência está condicionada à máxima sentenciada por Aristóteles: o homem é um animal político no instante em que necessita se relacionar com os demais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A assertiva do desconhecimento refere-se à atribuição leiga da “Política” associada à natureza eleitoral.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Nesse caso, verifica-se que aqueles que afirmam ser desinteressados por política, votam e freqüentemente fazem campanha em períodos de eleição. E ainda que  se  abstivessem do voto, também dessa forma participariam do processo como não-votantes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na verdade a política – mesmo entendida unicamente como eleitoral – está longe de ser a “arte de transformar a vida das pessoas”, como exprimem demagogicamente muitos atores políticos contemporâneos. Mas certamente pode e deve ser entendida como uma disputa de poder; indispensável e indissociável ao desenvolvimento da vida em sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que continuam se intitulando “apolíticos”, ainda que o façam em ambientes descontraídos como o orkut, reforçam e prolongam a indecência e o amadorismo governamentais reinantes em nosso país. O orkut precisa ser aproveitado como instrumento propagador de boas idéias, e a política entendida e tratada com seriedade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116566538432013498?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116566538432013498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116566538432013498' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116566538432013498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116566538432013498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/orkut-o-reveladorjoo-paulo-medeiros-o.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116549621981170045</id><published>2006-12-07T04:52:00.000-08:00</published><updated>2006-12-07T05:37:02.300-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/871815/foto%20do%20diploma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/320/670245/foto%20do%20diploma.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;                             &lt;span style="font-size:130%;"&gt;  Paraíba de Fora &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; A decisão sobre a obrigatoriedade ou não do diploma profissional de jornalista&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;continua pendente. Depois de a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) ter pressionado   o Tribunal Regional Federal a rever em outubro a determinação que dispensava a obrigatoriedade, o Supremo Tribunal Federal (STF) colocou novamente lenha na fogueira: instituiu na semana passada uma medida cautelar permitindo o exercício da profissão por pessoas não habilitadas que já possuíam o registro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas os dois fatos tiveram para nós, jornalistas ou quase jornalistas paraibanos, duas facetas. Uma de causar encantamento, outra desoladora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Primeira:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; A determinação do STF desembocou uma onda de protestos nunca vista antes. Profissionais saíram às ruas de Norte a Sul do país para demonstrarem a indignação da categoria frente à medida. Os Atos deixaram transparecer um sentimento de união, historicamente ausente da conduta dos jornalistas brasileiros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gaúchos levantaram um jornal enrolado como canudo, simbolizando um diploma universitário na abertura do II Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação; no Pará estudantes e profissionais de redações realizaram panfletagem nas ruas e na Câmara de vereadores de Belém; em 1º de dezembro jornalistas baianos deixaram suas atividades e manifestaram sua insatisfação em frente à OAB do Estado; semelhantes a eles, profissionais de Minas, Santa Catarina, cearenses paraenses e cariocas organizaram passeatas e manifestações em seus estados para também darem suas parcelas de contribuição na empreitada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Segunda:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Apesar de manter um dos pisos salariais mais decadentes do Brasil, e de ter com freqüência a liberdade condicionada ao extremo pela elite política e econômica do Estado, os jornalistas paraibanos permaneceram alheios à problemática. Não se viu ou ouviu nem mesmo uma nota a respeito do assunto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entidades representativas da categoria como a Associação Paraibana de Imprensa (API) e a Associação Campinense de Imprensa (ACI), coordenadores dos Centros Acadêmicos de Jornalismo e das Universidades de Comunicação do Estado não esbravejaram uma só palavra em repúdio à resolução tomada pelo STF.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Daí deduz-se. Num momento &lt;st1:personname productid="em as Institui￧￵es" st="on"&gt;em as Instituições&lt;/st1:personname&gt; acadêmicas e o compromisso com a informação de qualidade se vêem ameaçadas, e que mesmo tardiamente os jornalistas do país decidem arregaçar as mangas para correrem atrás de seus direitos, o nosso Estado fica novamente fora do que acontece além de suas fronteiras. E, por conseqüência, muito provavelmente os profissionais daqui irão prosseguir amargando o descaso e a ignorância dos empresários do setor. Sofrendo os efeitos de um campo de trabalho estagnado e sem perspectivas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116549621981170045?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116549621981170045/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116549621981170045' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116549621981170045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116549621981170045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/paraba-de-fora-joo-paulo-medeiros.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116531384434330558</id><published>2006-12-05T02:15:00.000-08:00</published><updated>2006-12-05T02:17:24.360-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/1600/807716/julia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2856/3783/320/828556/julia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;SÍNDROME DAS MARIAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic; font-family: lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;João Paulo Medeiros&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Havia mais de cinco meses que mantinha rigorosamente o mesmo suplício: logo depois do clarear do dia suco de três laranjas, sem açúcar, acompanhado de um ou dois pães integrais melados de manteiga de igual procedência. À tarde, alface, brócolis e arroz branco misturado com migalhas de carne de frango resseca pela nocividade do microondas. Por fim, sopa de legumes e verduras magras bem aquecida para amenizar o frio da noite e da barriga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em tempos de Fome Zero e Bolsa Família era privilegiada. Embora sentisse fome e de quando e vez escuridão na vista, comida e dinheiro não lhe faltavam. Na última visita que fizera ao médico, voltou para casa com os nervos à flor da pele quando este lhe disse que de nada adiantaria tanto esforço, porque provavelmente tratava-se de um problema genético – mais três quilos lhe foram acrescidos nas duas semanas anteriores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Mas como assim problema”, replicou enfurecida. Tudo o que fazia apenas não ajudaria a manter intacta sua estética de menina? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Empurrava uma vida moldada por ilusões, hábitos e cláusulas por querer próprio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao abrir a janela de seu quarto, ignorava com maestria os docinhos e salgados apetitosos da Padaria Onófrio, bem em frente a sua casa. Toda às tardes e noites servia-se do quarto enquanto pais e seus dois irmãos deliciavam-se do cardápio e da cozinha espaçosa. Dedicava horas e horas frente ao espelho registrando cada detalhe e mudanças ocorridas em seu corpo; dava especial atenção às pernas e quadris desengonçados e cheios de ossos, também olhava para a barriga volumosa, e não queria perceber que seus 70 quilos seguiam o padrão da riqueza nacional: abundantes e mal distribuídos em míseros 1.65m de altura. Jamais dispensava uma única oportunidade de verificar a eficiência de qualquer balança farmacêutica que encontrasse. Certas vezes receava a crueldade de alguns balconistas indiscretos, mas não resistia.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Numa dessas ocasiões, escutou de um deles: - Se balança falasse, essa aí já estaria aos gritos! O sangue torrou-lhe os juízos naquele instante. Sorte a dele que nenhum vasilhame de xarope havia por perto. Passada a raiva momentânea, pouco importava o que pensassem ou dissessem a seu respeito. Pois todo Narciso ama e cuida com zelo de sua beleza incontroversa. E mais ela, uma Maria brasileira... Filha do botox e do corretivo, escrava do desejo de prosseguir arranhando o céu da perfeição; ainda que o mundo e os números denunciem o contrário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dia desses, candidatou-se à garota carnaval... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116531384434330558?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116531384434330558/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116531384434330558' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116531384434330558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116531384434330558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/12/sndrome-das-marias-joo-paulo-medeiros.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116360237168388281</id><published>2006-11-15T06:47:00.000-08:00</published><updated>2006-11-15T07:30:04.656-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/3783/1600/enterro.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/3783/320/enterro.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 153); font-style: italic;font-family:times new roman;"&gt;Esta coisa parecida com uma crônica é direcionada aos meus queridos conterrâneos varzeenses. Ela faz referência direta ao nosso finado tópico “Eu gostaria que Várzea tivesse...”, que tivemos a iniciativa de postá-lo na comunidade Várzea-PB tempos atrás; e que fomos forçados a destruí-lo por causa de alguns motivos que poderão ser compreendidos, inclusive, nas entrelinhas dessa “Nota de falecimento”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nota de falecimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:16;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Seu T..................&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não veio ao mundo por acaso. Mesmo antes disso, sua família já lhe previa uma missão. Mudar o mundo? Acabá-lo? Nem de longe. Contribuir para a sua melhoria? Talvez, ainda difícil... Pois de seu pai não poderia receber o dom da magia. Era pessoa pública, de acesso fácil! Dependeria, dessa feita, da sensatez de seus conterrâneos e conhecidos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Nas últimas semanas vinha sofrendo em virtude de transtornos nervosos e da ingestão de alimentos inoportunos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Diversas foram as ocasiões em que teve sua vida colocada a apostas pelos que o acompanhavam de perto, e até mesmo por seus familiares. Mas resistia alimentando a aspiração de que, no futuro, pudesse ter vida plena. Os parentes até tentaram esconder o diagnóstico médico, mas não houve jeito. Ontem, porém, às 23h35min, depois de muitas convulsões e agonias faleceu aos 63. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;De certo deixou a saudade e o apego para a sua família. Ao pai, ainda inconformado com seu desaparecimento, choro, angústia e decepção em perder o único filho que tivera. Aos que com ofensas o caluniaram, provavelmente agora embebidos pelo riso inconseqüente da irracionalidade, o sentimento fajuta do dever cumprido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Porque muitos foram aqueles que conheceram Seu T.................... pessoalmente. Alguns de vista rápida; outros, mergulhados em covardices, por vigiarem-no diariamente; uns pouquíssimos por terem tido a coragem de deixarem na história dele um pedaço do caráter.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Cidadão legítimo varzeense, seu T.................. consagrou toda a sua existência à terra onde era nascido. E com um detalhe: de olhos e cérebro abertos, voltados para as atrocidades que aquele torrão sofria. Jamais foi cúmplice da omissão. À baixaria e ao ridículo, manteve-se avesso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Caso ainda estivesse entre nós, exclamaria aos que apedrejaram-no com desdouro: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;-- “Pai, perdoe-os porque eles não sabem o que fazem!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Pobre coração sem mágoas e desinfectado de rancores mundanos. Nem imaginava quanto ódio, debilidade e desafeto iria despertar durante sua ligeira passagem aqui por esta terra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Contudo, seu legado será de proveitos. E terminado o seu velório restarão também júbilos de alegria e de esperança. O enterro, ao inverso dos tradicionais nos quais os que ficam querem se ver livres depressa do ente ido, ficará somente para após o sétimo dia. Por último, seu pai colocará por escrito o testamento e uma dedicatória que será distribuída a todos que conheceram Seu T....................... . Nela estará estampado para que todos saibam: “Este lutou pela vida. Sua batalha servirá para nós de princípio para que possamos um dia sairmos vencedores e , finalmente, livres da guerra” . &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116360237168388281?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116360237168388281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116360237168388281' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116360237168388281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116360237168388281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/11/esta-coisa-parecida-com-uma-crnica.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116313312564412573</id><published>2006-11-09T20:26:00.000-08:00</published><updated>2006-11-09T20:32:05.670-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/3783/1600/jornalismo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/3783/320/jornalismo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 16pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Inquietude jornalística&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Como todo pobre humano que sou, minha cabeça sempre foi atormentada por inquietações. No meu caso, era o desejo de saber. A aspiração de descobrir, de revelar a todos e a mim mesmo o que há de obscuro... de igual a Tomé, acreditar porque pude comprovar realmente que tais coisas existiam, de desvendar os truques herméticos de nossos tempos. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Muito provavelmente foi esse o principal motivo que me levou a optar por Jornalismo e não pela vida de professor ou tocador, por exemplo. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E aí você me pergunta: - Moço mas o professor não pode descobrir novas didáticas? E o músico, não pode ele encontrar novas melodias e composições?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;De antemão, devo responder que sim, isso é lógico. Porém as descobertas que tanto persigo encontram-se numa perspectiva interdisciplinar. No mundo da política, dos negócios, dos esportes, da arte e, não raras vezes, da própria “fantasia”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;Sempre quis desvendar o que há por trás das mentiras entoadas nos palanques, dos papéis escondidos na pasta preta do funcionário público corrompido, na saliência entremeada das conversas de bares dos homens de confiança da elite, em forma de dinheiro vivo nas sonegações e estratagemas realizados por milhares de homens de negócio desse país, e mais numa infinidade de lugares onde o meu e o seu imposto público é diluído num piscar de olhos. Condenando à decadência eterna os muitos miseráveis espalhados de Norte a Sul desse desmoralizado recinto. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Anteontem, enquanto tentava produzir uma matéria sobre a construção civil, ocorreu comigo um desses episódios que deixam intrigado qualquer afoito que pretenda enveredar no mundo das investigações jornalísticas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Num instante só em que esperava pela fonte da matéria, um professor da UFCG que iria me abarrotar de números e teorias, um sujeito meio desengonçado aproximou-se e perguntou-me: &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- O senhor vai participar da licitação?&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;- Não, não.&lt;br /&gt;Respondi rapidamente até um pouco abismado com a indagação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Ah sim, eu vou. Sou empresário e pensei que você fosse meu concorrente.&lt;br /&gt;Completou com o intuito visível de estender a conversa.&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Já pensando a que ponto poderia chegar do tema, fiz com que evoluíssemos em nosso diálogo.&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;Ele tinha chegado há pouco da Capital, viera somente para disputar o direito de reequipar a Universidade com novos aparelhos de ar-condicionados. Nem lembrava mais de quantos processos iguais àquele já participara.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Prosseguiu contando-me das inúmeras “maneiras” de sair vitorioso. Falou-me da lama, do fosso da corrupção e da mentira como só por televisão costumamos ver. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Há casos em que a gente compra os adversários, ou então tem uma conversa com os anfitriões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Explicou-me com riqueza de detalhes.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Foram quase horas naquele que, para mim, era conversa que levava ao céu e ao inferno ao mesmo tempo. Ao primeiro por minha inclinação de quase jornalista, predisposição nata às investigações tão desprezadas pela efemeridade moderna da notícia. Ao inferno porque não teria onde publicar aquilo que ouvia. Em ter ainda uma insignificante maturidade profissional, na maioria das vezes necessária à condução desse tipo de matéria. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Por permanecer, naquele momento e durante todo o resto do dia, enclausurado em minhas até agora inutilizáveis inquietações descendentes do Jornalismo. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116313312564412573?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116313312564412573/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116313312564412573' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116313312564412573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116313312564412573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/11/inquietude-jornalstica-joo-paulo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34342458.post-116216885348125126</id><published>2006-10-29T16:34:00.000-08:00</published><updated>2006-10-30T03:08:04.023-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/3783/1600/consult%3F%3Frio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2856/3783/320/consult%3F%3Frio.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;Calvário - Consultório odontológico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;João Paulo Medeiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Crônica construída e vivida em 22/04/2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O relógio não havia soado as duas da tarde quando pus meus olhos na porta de entrada e li o que nela estava escrito em letras garrafais: “Seja bem vindo e sinta-se à vontade”. Alguns já estavam lá, naquele lugar detalhadamente repleto de luxo e alegorias. Cadeiras que mais pareciam tesouros arqueológicos trazidos do Egito Antigo, luzes amenas e categoricamente posicionadas, ar e plantas limpas e hospitaleiras. Tudo, em teoria, capaz de garantir o conforto e a agradabilidade necessária a qualquer humano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sim, quase que esqueci. Ali também se encontrava a recepção. Não tão ensaiada como os demais objetos, mas sempre a exibir palavras e sorrisos falsos para todos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porém aquele ambiente é para todos vida e morte ao mesmo tempo. Indispensável como a primeira, igualmente temido e inevitável tal qual a segunda. Os que por inocência ou desleixo adiam suas idas ali, um dia ou outro pagam com gemidos as marcas pretas deixadas pelo tempo. “E eu?”, pensava comigo, “quantos gritos valerão o meu castigo?”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entre aquele dia e o último que freqüentei um local semelhante passaram-se mais de ano; e isso apressava ainda mais meu pobre coração descompassado. Tomei coragem. Dirigi-me ao moço anotador de maledicências e acertei a minha primeira sessão de agonias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Percebendo que não era o único apavorado no recinto, esperavam na fila três ou quatro condenados, e até satisfeito – a maldade conforta o homem com a desgraça alheia – quebrei o silêncio de todos e perguntei a um deles:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não há quem não tema esse lugar, hein?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cara lisa e amarelada, olhos fundos e a implorar por clemência, com suas mãos suadas e ligeiramente resfriadas pelo pavor a que permaneciam expostas, ele respondeu-me temeroso:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É rapaz, todo mundo sente um friozinho na barriga quando chega aqui. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um outro que estava um pouco mais distante completou: - Tenho 43 anos, mas todas as vezes que venho aqui revivo o mesmo medo que sentia quando criança.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois disso, o medo e a melancolia calaram os meus inseguros lábios, apenas prossegui sentado ali por mais alguns enfadonhos momentos. Até que uma senhorita colocou sua cabeça e mãos brancas para fora de uma segunda porta e disse: - João Paulo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entrei na dita porta que dava para uma sala apertada, soltei o meu corpo sobre uma nebulosa poltrona cor de marfim e apertei todos os meus há tempos endurecidos nervos. A moça que a operava sugeriu educadamente que eu abrisse minha boca. Assim o fiz; em seguida o meu cérebro, atormentado com tamanha dor, não me deixou pensar em mais nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34342458-116216885348125126?l=falastrao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://falastrao.blogspot.com/feeds/116216885348125126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34342458&amp;postID=116216885348125126' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116216885348125126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34342458/posts/default/116216885348125126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://falastrao.blogspot.com/2006/10/calvrio-consultrio-odontolgico-joo.html' title=''/><author><name>João Paulo Medeiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16108530912361016450</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
